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Mostrando postagens com o rótulo reflexão momentânea

Valores

Mais uma página do calendário foi virada. Estas últimas semanas foram intensas e de acontecimentos inesperados. Experiências que reforçam o valor à vida e nos aproximam das pessoas que amamos. Eis o essencial: amor à vida.

Lembranças

Esses dias me peguei lembrando das nossas conversas. Desde o tempo que nos encontrávamos diariamente e o riso era solto. Depois você se mudou de cidade e os encontros tornaram-se mais esporádicos, mas ainda eram tardes inteiras de bom papo. Incluindo algumas noites online, para contar as novidades do dia ou da semana... Eis que você se mudou novamente, primeiro para outro país e depois para a capital, nossos encontros ficaram mais esparsos e o riso mais contido. As redes sociais auxiliam nesse processo à distância, mas também geram controversas. Ultimamente sinto que o diálogo se perdeu, já não conversamos mais sobre nós mesmos, mas sobre os outros. As respostas foram ficando mais curtas e os silêncios aumentaram. As lembranças permanecem, sorrio ao recordar das novidades contadas em primeira mão. Sinto muita falta disso, já não sei viver só de lembranças.

Querer ver

Preciso escrever. É maior que eu, sempre foi. Sinto muito por não ter deixado tudo isso mais claro para você. Você que é tão importante na minha vida. Surgiu no trabalho, me encantou aos poucos e as histórias se aproximaram. Desde sua primeira saída do país, percebi que já não sabia mais viver sem tê-lo por perto. O sentimento cresceu, se instalou, mas a timidez sempre prorrogava as palavras que gostaria de dizer. Acreditava eu, que meus olhos fossem mais transparentes.  Ingenuidade minha, não vou negar.  Os momentos passaram, a distância aumentou, mas sempre havia a esperança do reencontro. E no meio disso tudo a incerteza de que você nunca me enxergasse, sempre se apaixonando por outras pessoas. Me afastava, me reerguia e quando menos esperava, você reaparecia. E aquele sentimento que nunca se dissipou me arrebatava novamente.  Porque nunca verbalizei? Não sei. Porque você nunca me disse com todas as palavras? Me pergunto. Queria tanto poder te encontrar e conseguir fal...

Por vir

Este período de inquietações, permitiu muitas reflexões. Entre estas, novas possibilidades profissionais. Daqui em diante, ninguém sabe como será o "novo". Só sei que quero me dedicar a diminiuir as desigualdades. A começar pelo meio onde vivo, meu bairro, minha cidade. Um passo de cada vez e outras ideias virão. Não quero viver com mais, enquanto tantos outros sobrevivem com menos.

Anseios

Silêncio. Nem sempre está presente. Às vezes pode ser constrangedor. Presenças que inibem o crescimento. Não quero mais viver assim... Anseio por espaços silenciosos. Silêncio que acolhe. Meu espaço, minha paz. Por hora, apenas o desejo da invisibilidade.

Tanto faz

Talvez você não saiba, mas este blog nasceu para registrar as palavras que não conseguia verbalizar ao vivo. Sim, essa dificuldade que a timidez sempre me trouxe. Tanto por dizer e na hora, não consiguia expressar o que gostaria. Durante vários anos foi mais fácil lanças essas palavras ao vento e respirar um pouco mais alivada. Talvez na esperança de que um dia você me encontrasse por aqui e aprendesse a me ler, literalmente. Ainda fico sem saber se isso de fato aconteceu, ou se estas palavras se perderam no vento. A única constatação atualmente é que o vento me trouxe essa sensação de tanto faz... O tempo passou. Os sentimentos mudaram. E tudo se tornou irrelevante. Menos esse desejo de ser encontrada por aqui.

Aquela tal felicidade

Tenho o péssimo hábito de duvidar da felicidade. A mente inquieta duvida que tal benefício seja exclusivamente direcionado a mim e pensa que sempre tem algo misterioso por trás daquela ação. Essa tal falta de confiança muitas vezes me impede de desfrutar verdadeiramente os momentos de alegria, como se após o ocorrido eu precisasse repassar cada fala na memória para tentar descobrir o real motivo de estar feliz (ou pior, me sinta até culpada por me sentir feliz). Talvez seja uma autodefesa, ou simplesmente autossabotagem, não sei. Fato é que quando me dou conta do tempo perdido nessa inquietude volto a ser feliz, justamente porque SER FELIZ é a melhor resposta que posso dar a mim mesma. Continuo aqui, sorrindo discretamente...

À mercê

Tem dias que me sinto meio fora de órbita, parece que nada se encaixa ou faz sentido. Nem as músicas superam o silêncio. É como se a vida me preparasse para algo que está por vir, inesperadamente. Esse sentimento estranho me pega de súbito e é involuntário, surge assim sem explicação e me deixa à mercê do que virá. Como se nada do que eu fizesse fosse capaz de mudar a situação. Me resta como única alternativa apenas seguir adiante e esperar, quase por mágica, o tempo me transformar em algo novo. Sempre ele, o tempo.

Finais

Fim do ano se aproxima. Junto dele, aquelas comemorações que nem sempre agrupam amizades verdadeiras. Risadas exaltadas, conversas soltas, falsas alegrias, álbum de fotos atualizado. Para mim isso não traduz o espírito natalino, apenas reforça as relações que surgiram durante todo o ano. Àqueles que te cumprimentam por educação mas falam mal pelas costas; outros que sequer te cumprimentam o ano inteiro e querem sair bem na foto a seu lado; há ainda os que só marcam presença por causa da comida e ficam fazendo piadas inúteis para que todos riam e ele seja consagrado o bom moço da festa. Definitivamente não tenho paciência para esse tipo de evento: um fingimento sem fim com data marcada. Talvez, meu descontentamento seja simplesmente porque me tornei uma pessoa que não sabe fingir amizade. Amigo para mim é coisa séria, não dá para confundir com colega. E ultimamente a palavra amigo tem sido banalizada, misturando sentimentos nobres com falsidade. É pedir demais para esse coração que vos...

Coincidências

Justamente quando um novo caminho se apresenta, deixando outro trajeto para trás, é que a vida nos reaproxima. Será mesmo apenas coincidência? Lanço essa pergunta ao universo, sem a pretensão de encontrar a resposta. Mas se você aí do outro lado tiver outra explicação, por favor compartilhe comigo, junto de uma xícara de café.

cabe tanto dentro de um TALVEZ...

Talvez ela só o quisesse sentir mais perto... talvez não conseguisse mais disfarçar, talvez não conseguisse mesmo era desviar os olhos, a alegria de, novamente, ter os olhos dele repousando sobre os dela. Talvez as palavras se desencontrassem... talvez os assuntos importantes estivessem nas entrelinhas, talvez fosse apenas a vontade de um abraço, ou tudo misturado nessa inquietude intensamente pulsante. Talvez seja algo vivo na memória... talvez sejam coincidências demais, talvez seja mesmo ausência de coragem, ou a simplicidade do amor, desde o início. Talvez!

silêncio barulhento

Reconheço a aproximação de outro momento de transição.  Busco respostas em silêncio. Silêncio que às vezes é barulhento demais. O tempo passou, a esperança é que teima em ficar.  Mesmo quando tudo é incerteza aqui dentro, surpresa certa te encontrar... Coração pulsa inquieto. Olhar distante não consegue disfarçar. Enquanto isso, ando sem rumo, admirando ainda mais!

Pulsante

A vida dá muitas voltas. Muitas. Traz consigo pessoas novas, enquanto outras se vão. Sinto a ausência de algumas, outras nem tanto. Nesse meio do caminho, existe a espera, pulsante, por alguém que ainda não chegou... Mas, acredite, há um enorme sorriso pronto para lhe ver se aproximar.