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Mostrando postagens com o rótulo silêncio meu

(re)visita

Abri essa página hoje como se revisitasse a mim mesma. Quem sou? Tantos pontos de interrogação me acompanham ultimamente. A maioria das perguntas seguem sem resposta. E eu sigo sem rumo, quando tudo que gostaria era seguir com mais alegria. Quando finalmente lhe encontrei, parece que me perdi. E não sei viver assim, sem mim. Mas (sempre existe um mas) vou me reinventar, sem você. Daqui em diante, vou reaprender a sonhar, em voo solo.

Atropelo

Desligo a música que me ajuda a distrair. Hoje parece que nem mesmo a música consegue me reanimar. Uma sucessão de coisas ruins me assolam nestas últimas semanas, daquelas em que buscamos explicação mesmo sabendo que não há. Ressurge a necessidade de escrever, como se as palavras fossem um bálsamo para a alma, como se pudessem expressar algo que eu mesma não sei do que se trata. Os olhos marejam enquanto digito os caracteres aqui... Pausa, respiração profunda... Nada. Enquanto essa maré ruim não se afasta, só consigo pensar na falta que a aula de natação me faz. Aquela uma hora embaixo d'água era um dilúvio enérgico nas notícias ruins. Atualmente elas continuam represadas em mim e, talvez, seja por isso que não consigo olhar para frente sem que as lágrimas encharquem meu rosto. As palavras se atropelam e já não me importo. Sigo com essa sensação de atropelo.

Domingo ensolarado

Um domingo ensolarado, céu azul. Deito para observar as nuvens, que se misturam, se fragmentam e sobrevoam apressadas. O tempo passa mais devagar aqui embaixo. Coloco um cd atrás do outro para ocupar o silêncio. Em vão. As lágrimas escorrem. Aumento o volume e deixo as letras invadirem o quarto e a alma. O silêncio grita. Este é um daqueles dias que evito a internet. Queria mesmo era sair para caminhar ou dirigir sem rumo... E só voltar para casa depois de resgatar a paz. Enquanto isso, me deixe aqui, está na hora de trocar o cd.

Reticências

Porquê nos acostumamos a ser deixados de lado? Porquê a indiferença persiste em várias esferas da vida: presencial ou virtualmente? Uma ausência de resposta aqui, outro clique inexistente acolá. Uma conversa incompleta. Um assunto interrompido. Uma mensagem que não chega. Um e-mail sem beijo. Uma fotografia despercebida. Um momento sem registro... Os sinais do cotidiano vão se acumulando nas reticências e a falta de prioridades se confirma nos pequenos detalhes. Estes mesmos detalhes que forçosamente aprendemos a ignorar, acreditando que volta e meia a conexão seja reestabelecida. Aí mora o perigo. O tempo passa, o coração aperta e as reticências permanecem sem resposta.

Aqui dentro

A melancolia se instalou por aqui nesta semana. Chegou sem motivo e sem avisar. As músicas a intensificaram e os dias ficaram mais longos, como se o ponteiro do relógio andasse mais vagaroso. Resolvi não enfrentá-la, mas aceitá-la, pelo tempo que ela desejar ficar. Tenho aprendido a me respeitar mais, compreender o que se passa aqui dentro, sem pré-julgamentos. Me faz reconhecer outros lugares em mim. 

Sensações

Nem sempre somos compreendidos. Carrego sempre comigo essa sensação de que deixei algo por dizer. Como se as palavras não encontrassem seu verdadeiro destinatário. Ou ainda, como se o óbvio não fosse tão sutil assim ao olhar do outro. O olhar... como faz falta. Esse recurso tão simples que é capaz de decifrar oitenta por cento de tudo e me poupa do esforço que é tornar claro algo que nem eu sei expressar. Tudo isso que se passa aqui, não faz sentido aí? 

Páginas da vida

Abri esta página hoje, mesmo sem vontade de escrever. Os pensamentos voam, divagam, tudo está confuso... As ausências machucam, mesmo no mundo digital. É que quando você não aparece, me sinto inútil e, justamente neste momento, não me reconheço. Não sou feliz quando fico a esperar. Não sigo leve quando quero apenas ser vista. Não quero seguir assim, nessa espera angustiante. Chegou a hora de virar a página, mesmo sem saber se virá um novo capítulo ou um livro novo.

Anseios

Silêncio. Nem sempre está presente. Às vezes pode ser constrangedor. Presenças que inibem o crescimento. Não quero mais viver assim... Anseio por espaços silenciosos. Silêncio que acolhe. Meu espaço, minha paz. Por hora, apenas o desejo da invisibilidade.

Tanto faz

Talvez você não saiba, mas este blog nasceu para registrar as palavras que não conseguia verbalizar ao vivo. Sim, essa dificuldade que a timidez sempre me trouxe. Tanto por dizer e na hora, não consiguia expressar o que gostaria. Durante vários anos foi mais fácil lanças essas palavras ao vento e respirar um pouco mais alivada. Talvez na esperança de que um dia você me encontrasse por aqui e aprendesse a me ler, literalmente. Ainda fico sem saber se isso de fato aconteceu, ou se estas palavras se perderam no vento. A única constatação atualmente é que o vento me trouxe essa sensação de tanto faz... O tempo passou. Os sentimentos mudaram. E tudo se tornou irrelevante. Menos esse desejo de ser encontrada por aqui.

Sem rumo

Retorno aqui. Página em branco, cursor intermitente, rádio ligado. Alguns dias são mais vazios que outros, a angústia teima em se sobrepor. Abro as redes sociais, espio rapidamente e não tenho vontade alguma de prosseguir com a barra de rolagem. Como se a internet, de uma outra para outra, me distanciasse mais das pessoas. Qual o sentido disso tudo, me pergunto. Não encontro resposta alguma. Sequer anseio pela resposta. Acredito que justamente por isso retornei aqui. Já havia pensado nestas páginas dias antes, mas só agora é que surgiu a vontade de lançar essas palavras soltas ao vento novamente. Tenho a sensação de que ninguém me lê. E talvez seja esse o conforto que busco: saber que essas palavras são invisíveis me tornam mais confortáveis de qualquer compreensão. Não espero que ninguém me compreenda. Neste momento quero apenas a liberdade de jogar essas palavras para fora desse coração apertado. E seguir um pouco mais leve, mesmo que sem rumo...

Renúncia

Dói decidir deixar alguém para trás, virar a página da vida. Nunca é uma escolha fácil, nem rápida. Só o amor é capaz de reconhecer que mesmo amando a pessoa o melhor no momento é se afastar. Porque só quem ama renuncia a presença para ver o outro feliz.

Costurando silêncios

Ultimamente meu bloco de notas no celular tem acumulado textos soltos, ou pensamentos que vou tentando costurar... frases que a madrugada insiste em registrar: As palavras não ditas. As fotos não publicadas. Os convites inexistentes. A falta de prioridade. A distância não percorrida. A resposta silenciada. Tudo se acumula e ecoa. O tempo passa e nem tudo permanece. Cada vez mais, quero problematizar menos. Cada vez que aumentamos o drama, nós sorrimos menos. Quero enxergar mais, pessoas e possibilidades reais. Não preciso de pena ou aceitação. Não espero que entenda algo que você não vivencia. Mas respeite meu tempo, minha história e meus sonhos.

Adiante!

Mais uma vez a vida me traz de volta para cá - essa página em branco onde posso expressar meus sentimentos. Há muito tempo não retornava, nem sequer me lia. Hoje foi um misto de saudade e alívio, por me reencontrar nesse lugar de aconchego, quase como alguém que me recebesse de braços abertos para uma nova viagem. É justamente assim que me sinto, com essa ansiedade confusa de quem faz uma viagem ao desconhecido. E que retorna mais confiante, fruto do autoconhecimento necessário. Vamos adiante!

Abrir os olhos

De repente, você percebe que precisa deixar algo pra trás...  Mais do que nunca, é preciso olhar pra frente. Olhar mais para você e não tanto para o outro. Abrir os olhos para enxergar EM VOCÊ todas as possibilidades outra vez. É hora de renovar os sonhos para poder voltar a sorrir.

silêncio barulhento

Reconheço a aproximação de outro momento de transição.  Busco respostas em silêncio. Silêncio que às vezes é barulhento demais. O tempo passou, a esperança é que teima em ficar.  Mesmo quando tudo é incerteza aqui dentro, surpresa certa te encontrar... Coração pulsa inquieto. Olhar distante não consegue disfarçar. Enquanto isso, ando sem rumo, admirando ainda mais!