Pular para o conteúdo principal

Postagens

Mostrando postagens com o rótulo mais ou menos isso

Domingo ensolarado

Um domingo ensolarado, céu azul. Deito para observar as nuvens, que se misturam, se fragmentam e sobrevoam apressadas. O tempo passa mais devagar aqui embaixo. Coloco um cd atrás do outro para ocupar o silêncio. Em vão. As lágrimas escorrem. Aumento o volume e deixo as letras invadirem o quarto e a alma. O silêncio grita. Este é um daqueles dias que evito a internet. Queria mesmo era sair para caminhar ou dirigir sem rumo... E só voltar para casa depois de resgatar a paz. Enquanto isso, me deixe aqui, está na hora de trocar o cd.

Aqui dentro

A melancolia se instalou por aqui nesta semana. Chegou sem motivo e sem avisar. As músicas a intensificaram e os dias ficaram mais longos, como se o ponteiro do relógio andasse mais vagaroso. Resolvi não enfrentá-la, mas aceitá-la, pelo tempo que ela desejar ficar. Tenho aprendido a me respeitar mais, compreender o que se passa aqui dentro, sem pré-julgamentos. Me faz reconhecer outros lugares em mim. 

Sensações

Nem sempre somos compreendidos. Carrego sempre comigo essa sensação de que deixei algo por dizer. Como se as palavras não encontrassem seu verdadeiro destinatário. Ou ainda, como se o óbvio não fosse tão sutil assim ao olhar do outro. O olhar... como faz falta. Esse recurso tão simples que é capaz de decifrar oitenta por cento de tudo e me poupa do esforço que é tornar claro algo que nem eu sei expressar. Tudo isso que se passa aqui, não faz sentido aí? 

Páginas da vida

Abri esta página hoje, mesmo sem vontade de escrever. Os pensamentos voam, divagam, tudo está confuso... As ausências machucam, mesmo no mundo digital. É que quando você não aparece, me sinto inútil e, justamente neste momento, não me reconheço. Não sou feliz quando fico a esperar. Não sigo leve quando quero apenas ser vista. Não quero seguir assim, nessa espera angustiante. Chegou a hora de virar a página, mesmo sem saber se virá um novo capítulo ou um livro novo.

Por vir

Este período de inquietações, permitiu muitas reflexões. Entre estas, novas possibilidades profissionais. Daqui em diante, ninguém sabe como será o "novo". Só sei que quero me dedicar a diminiuir as desigualdades. A começar pelo meio onde vivo, meu bairro, minha cidade. Um passo de cada vez e outras ideias virão. Não quero viver com mais, enquanto tantos outros sobrevivem com menos.

Anseios

Silêncio. Nem sempre está presente. Às vezes pode ser constrangedor. Presenças que inibem o crescimento. Não quero mais viver assim... Anseio por espaços silenciosos. Silêncio que acolhe. Meu espaço, minha paz. Por hora, apenas o desejo da invisibilidade.

Tanto faz

Talvez você não saiba, mas este blog nasceu para registrar as palavras que não conseguia verbalizar ao vivo. Sim, essa dificuldade que a timidez sempre me trouxe. Tanto por dizer e na hora, não consiguia expressar o que gostaria. Durante vários anos foi mais fácil lanças essas palavras ao vento e respirar um pouco mais alivada. Talvez na esperança de que um dia você me encontrasse por aqui e aprendesse a me ler, literalmente. Ainda fico sem saber se isso de fato aconteceu, ou se estas palavras se perderam no vento. A única constatação atualmente é que o vento me trouxe essa sensação de tanto faz... O tempo passou. Os sentimentos mudaram. E tudo se tornou irrelevante. Menos esse desejo de ser encontrada por aqui.

Aquela tal felicidade

Tenho o péssimo hábito de duvidar da felicidade. A mente inquieta duvida que tal benefício seja exclusivamente direcionado a mim e pensa que sempre tem algo misterioso por trás daquela ação. Essa tal falta de confiança muitas vezes me impede de desfrutar verdadeiramente os momentos de alegria, como se após o ocorrido eu precisasse repassar cada fala na memória para tentar descobrir o real motivo de estar feliz (ou pior, me sinta até culpada por me sentir feliz). Talvez seja uma autodefesa, ou simplesmente autossabotagem, não sei. Fato é que quando me dou conta do tempo perdido nessa inquietude volto a ser feliz, justamente porque SER FELIZ é a melhor resposta que posso dar a mim mesma. Continuo aqui, sorrindo discretamente...

À mercê

Tem dias que me sinto meio fora de órbita, parece que nada se encaixa ou faz sentido. Nem as músicas superam o silêncio. É como se a vida me preparasse para algo que está por vir, inesperadamente. Esse sentimento estranho me pega de súbito e é involuntário, surge assim sem explicação e me deixa à mercê do que virá. Como se nada do que eu fizesse fosse capaz de mudar a situação. Me resta como única alternativa apenas seguir adiante e esperar, quase por mágica, o tempo me transformar em algo novo. Sempre ele, o tempo.

Finais

Fim do ano se aproxima. Junto dele, aquelas comemorações que nem sempre agrupam amizades verdadeiras. Risadas exaltadas, conversas soltas, falsas alegrias, álbum de fotos atualizado. Para mim isso não traduz o espírito natalino, apenas reforça as relações que surgiram durante todo o ano. Àqueles que te cumprimentam por educação mas falam mal pelas costas; outros que sequer te cumprimentam o ano inteiro e querem sair bem na foto a seu lado; há ainda os que só marcam presença por causa da comida e ficam fazendo piadas inúteis para que todos riam e ele seja consagrado o bom moço da festa. Definitivamente não tenho paciência para esse tipo de evento: um fingimento sem fim com data marcada. Talvez, meu descontentamento seja simplesmente porque me tornei uma pessoa que não sabe fingir amizade. Amigo para mim é coisa séria, não dá para confundir com colega. E ultimamente a palavra amigo tem sido banalizada, misturando sentimentos nobres com falsidade. É pedir demais para esse coração que vos...

Costurando silêncios

Ultimamente meu bloco de notas no celular tem acumulado textos soltos, ou pensamentos que vou tentando costurar... frases que a madrugada insiste em registrar: As palavras não ditas. As fotos não publicadas. Os convites inexistentes. A falta de prioridade. A distância não percorrida. A resposta silenciada. Tudo se acumula e ecoa. O tempo passa e nem tudo permanece. Cada vez mais, quero problematizar menos. Cada vez que aumentamos o drama, nós sorrimos menos. Quero enxergar mais, pessoas e possibilidades reais. Não preciso de pena ou aceitação. Não espero que entenda algo que você não vivencia. Mas respeite meu tempo, minha história e meus sonhos.

Abrir os olhos

De repente, você percebe que precisa deixar algo pra trás...  Mais do que nunca, é preciso olhar pra frente. Olhar mais para você e não tanto para o outro. Abrir os olhos para enxergar EM VOCÊ todas as possibilidades outra vez. É hora de renovar os sonhos para poder voltar a sorrir.