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(re)visita

Abri essa página hoje como se revisitasse a mim mesma. Quem sou? Tantos pontos de interrogação me acompanham ultimamente. A maioria das perguntas seguem sem resposta. E eu sigo sem rumo, quando tudo que gostaria era seguir com mais alegria. Quando finalmente lhe encontrei, parece que me perdi. E não sei viver assim, sem mim. Mas (sempre existe um mas) vou me reinventar, sem você. Daqui em diante, vou reaprender a sonhar, em voo solo.

Valores

Mais uma página do calendário foi virada. Estas últimas semanas foram intensas e de acontecimentos inesperados. Experiências que reforçam o valor à vida e nos aproximam das pessoas que amamos. Eis o essencial: amor à vida.

Atropelo

Desligo a música que me ajuda a distrair. Hoje parece que nem mesmo a música consegue me reanimar. Uma sucessão de coisas ruins me assolam nestas últimas semanas, daquelas em que buscamos explicação mesmo sabendo que não há. Ressurge a necessidade de escrever, como se as palavras fossem um bálsamo para a alma, como se pudessem expressar algo que eu mesma não sei do que se trata. Os olhos marejam enquanto digito os caracteres aqui... Pausa, respiração profunda... Nada. Enquanto essa maré ruim não se afasta, só consigo pensar na falta que a aula de natação me faz. Aquela uma hora embaixo d'água era um dilúvio enérgico nas notícias ruins. Atualmente elas continuam represadas em mim e, talvez, seja por isso que não consigo olhar para frente sem que as lágrimas encharquem meu rosto. As palavras se atropelam e já não me importo. Sigo com essa sensação de atropelo.

Viver com alegria

Esse momento nos fez repensar a vida. O que fazemos é o que realmente queremos fazer? Nos alimentamos corretamente? O trabalho realmente é prazeroso? Estamos construindo uma vida digna? Reflexões difíceis e necessárias. São tempos de reavaliar os valores, recuperar a essência e seguir em frente, sorrindo. Mas sobretudo, fazendo o que nos traz alegria. A palavra é essa: alegria. Hoje é dia de celebrar a vida, simplesmente porque estamos vivos. Viva!!!

Domingo ensolarado

Um domingo ensolarado, céu azul. Deito para observar as nuvens, que se misturam, se fragmentam e sobrevoam apressadas. O tempo passa mais devagar aqui embaixo. Coloco um cd atrás do outro para ocupar o silêncio. Em vão. As lágrimas escorrem. Aumento o volume e deixo as letras invadirem o quarto e a alma. O silêncio grita. Este é um daqueles dias que evito a internet. Queria mesmo era sair para caminhar ou dirigir sem rumo... E só voltar para casa depois de resgatar a paz. Enquanto isso, me deixe aqui, está na hora de trocar o cd.

Lembranças

Esses dias me peguei lembrando das nossas conversas. Desde o tempo que nos encontrávamos diariamente e o riso era solto. Depois você se mudou de cidade e os encontros tornaram-se mais esporádicos, mas ainda eram tardes inteiras de bom papo. Incluindo algumas noites online, para contar as novidades do dia ou da semana... Eis que você se mudou novamente, primeiro para outro país e depois para a capital, nossos encontros ficaram mais esparsos e o riso mais contido. As redes sociais auxiliam nesse processo à distância, mas também geram controversas. Ultimamente sinto que o diálogo se perdeu, já não conversamos mais sobre nós mesmos, mas sobre os outros. As respostas foram ficando mais curtas e os silêncios aumentaram. As lembranças permanecem, sorrio ao recordar das novidades contadas em primeira mão. Sinto muita falta disso, já não sei viver só de lembranças.

Reticências

Porquê nos acostumamos a ser deixados de lado? Porquê a indiferença persiste em várias esferas da vida: presencial ou virtualmente? Uma ausência de resposta aqui, outro clique inexistente acolá. Uma conversa incompleta. Um assunto interrompido. Uma mensagem que não chega. Um e-mail sem beijo. Uma fotografia despercebida. Um momento sem registro... Os sinais do cotidiano vão se acumulando nas reticências e a falta de prioridades se confirma nos pequenos detalhes. Estes mesmos detalhes que forçosamente aprendemos a ignorar, acreditando que volta e meia a conexão seja reestabelecida. Aí mora o perigo. O tempo passa, o coração aperta e as reticências permanecem sem resposta.

Aqui dentro

A melancolia se instalou por aqui nesta semana. Chegou sem motivo e sem avisar. As músicas a intensificaram e os dias ficaram mais longos, como se o ponteiro do relógio andasse mais vagaroso. Resolvi não enfrentá-la, mas aceitá-la, pelo tempo que ela desejar ficar. Tenho aprendido a me respeitar mais, compreender o que se passa aqui dentro, sem pré-julgamentos. Me faz reconhecer outros lugares em mim. 

Querer ver

Preciso escrever. É maior que eu, sempre foi. Sinto muito por não ter deixado tudo isso mais claro para você. Você que é tão importante na minha vida. Surgiu no trabalho, me encantou aos poucos e as histórias se aproximaram. Desde sua primeira saída do país, percebi que já não sabia mais viver sem tê-lo por perto. O sentimento cresceu, se instalou, mas a timidez sempre prorrogava as palavras que gostaria de dizer. Acreditava eu, que meus olhos fossem mais transparentes.  Ingenuidade minha, não vou negar.  Os momentos passaram, a distância aumentou, mas sempre havia a esperança do reencontro. E no meio disso tudo a incerteza de que você nunca me enxergasse, sempre se apaixonando por outras pessoas. Me afastava, me reerguia e quando menos esperava, você reaparecia. E aquele sentimento que nunca se dissipou me arrebatava novamente.  Porque nunca verbalizei? Não sei. Porque você nunca me disse com todas as palavras? Me pergunto. Queria tanto poder te encontrar e conseguir fal...